Test drive

Astra GTC, um diesel (quase) a gasolina

Se este Astra GTC diesel superou o que esperávamos dele neste test-drive, então como será a versão OPC?
Test Drive - Astra GTC, um diesel (quase) a gasolina
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Primeiras impressões, do lado de fora: muito bem, Sr Opel, belo design! Linhas fluidas, musculadas, um ar de fera pronta a saltar, tudo complementado com umas enormes – e belíssimas – jantes de 19 polegadas, equipadas com pneus 235 de baixo perfil. Nota artística: 9.

E lá dentro? Em geral, um aspecto sóbrio sem ser austero, boa ergonomia, tudo o que se encontra no tablier tem uma razão de ser e estar, que aqui não há lugar para o supérfluo. A posição de condução é boa e fácil de afinar, e a visibilidade também – para a frente, para os lados, e para trás – muito embora o ângulo ¾ traseiro não seja o mais liberto, mas com linhas exteriores assim, com uma traseira tão marcada, seria quase milagre conseguir melhor. Destaque para o equipamento da unidade que testámos: já estivemos em berlinas de gamas bem acima, e com muito menos equipamento. Nota artística: 8 e meio.

Mas vamos ao que interessa, a nota técnica. Ignição, e o som do diesel 2-litros de 165 cv a arrancar, é um som… de diesel. Pronto, não se pode ter tudo. Mas foi para isso que se inventou a aparelhagem sonora nos carros: para desligar com motores a gasolina de alta cilindrada, ou para ligar e disfarçar o som dos outros, gasóleos incluídos.

É em andamento que o Astra GTC demonstra todo o seu potencial. Suspensão durinha, como nós gostamos, a permitir sentir o carro e aquilo que ele pisa, e uma eficiência notável – a direcção bastante directa também ajuda – no comportamento em estrada. Aponta-se o nariz a um determinado ponto e ele cumpre na perfeição: o trem dianteiro cola-se à estrada, e o traseiro corrige o final da trajectória, dando ao comum dos mortais a sensação de que até sabe conduzir. Além da eficiência deste châssis, há que referir o outro ponto forte do Astra GTC: a alma deste motor 2.0 CDTI. Não são só os 165 cv que fazem a diferença (e, acreditem, fazem), é também um belo binário a “pegar” no carro bem cá em baixo (1750 rpm) e a “levá-lo” por ali acima, até velocidades impublicáveis, mesmo fazendo este exercício em 6ª velocidade. Nota técnica: 9.

Mas então, se o Astra GTC é assim, com um motor a gasóleo, o que será com um gasolina? Por exemplo, com os 180 cv do 1.6 Turbo ou, aí sim, com os 280 da versão OPC? Para esta última, há que esperar até Junho; para a primeira, já tirámos senha para experimentar.

LM

Opel badgeCilindrada (cm3): 1956
Potência (cv): 165
Velocidade máxima (km/h): 210
Consumo médio (l/100): 4.8
Preço: 32700
Ano: 2012
Emissões (g CO2/km): 127

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